quarta-feira, 17 de junho de 2009


FILME: ANJOS E DEMÔNIOS

- Por que são anti-católicos tanto o livro como o filme?
- Um sacerdote antes de ser papa e uma religiosa se unem para inseminar-se artificialmente. Ambos desejam um filho, mas também querem permanecer castos, por isso recorrem à inseminação artificial.
- Distorção de fatos concernentes à vida real: intercala personagens da vida real como Copérnico e Galileu, com elaboradas conclusões, que não têm nenhuma raiz histórica e terminam sendo simples e flagrantes mentiras.
- Falso retrato da Igreja Católica: Sua distorção de propósito da verdade está pensada para caluniar a Igreja Católica. Brown quer mostrar que a Igreja Católica vê a ciência como um inimigo e que não se deterá ante nada para jogá-la em uma esquina.
- Mentiras sobre a CERN e a anti-matéria: A anti-matéria sim existe, e é criada rotineiramente na CERN, mas “não existe a possibilidade de usar a anti-matéria como uma 'fonte' de energia". “Fazem a anti-matéria como se descreve no livro?” A resposta é clara: "Não". Todo mundo quer saber que tão perigosa é a anti-matéria em realidade. A CERN precisa que esta é "totalmente segura, dadas as diminutas quantidades nas que a fazemos. Seria muito perigoso se fizéssemos alguns gramas, mas isto tomaria milhões de anos".
- A Igreja Católica usa qualquer meio para liderar a vingança
- Mentiras sobre os Illuminati: Nenhum membro dos Illuminati foi caçado e muito menos assassinado por parte da Igreja Católica. Os Illuminati foram fundados por um professor de leis chamado Adam Weishaupt, na Baviera, Alemanha, em 1 de maio de 1776 e findou em 1787. Adam antes de morrer, renunciou a todas as sociedades secretas e se reconciliou com a Igreja Católica.
- Galileu teria sido membro dos Illuminati, e que esse grupo secreto queria se vingar do Vaticano pela visão anti-ciência da Igreja Católica.Ora, Galileu morreu em 1642, quase 150 anos antes que os Illuminati fossem fundados. No seu próprio síte sobre os Illuminati Dan Brown dá a sua fundação em 1776!
“Galileu nunca foi aprisionado ou torturado. Seu confinamento foi uma detenção domiciliar, e estava mais em função de sua arrogância que das suas idéias: persistiu em apresentar idéias (tiradas de Copérnico, um cientista católico que nunca foi castigado) como cientificamente precisas, algo do que inclusive cientistas de seu tempo duvidavam".
- Canonização e a Santa Comunhão "emprestadas" do paganismo: Anjos e Demônios afirma que a tradição da Igreja da canonização está tirada de um antigo rito "para fazer-se deus". A Santa Comunhão, segundo Brown, é um conceito que foi tirado dos astecas. A Cristandade precede à civilização asteca por mais de 1000 anos.
- Mentiras históricas sobre personagens reais:
- O livro considera que a CERN inventou a Internet, é falso.
- Afirma além que Winston Churchill foi um “católico incondicional”, nunca foi católico.
- Apresenta a idéia de que a Igreja Católica é muito rica. (O orçamento anual do Vaticano equivale a um quinto do orçamento da Universidade de Harvard (EUA).
- Diz que Copérnico foi assassinado, quando a história diz que morreu do coração.
- Brown afirma que os cientistas cristãos consideram inadequado o tratamento médico para uma pessoa jovem, é falso.
- Diz que a Igreja é contra o ensino da evolução; é falso
- Mostra o Papa Pio IX como um desviado sexual - "maníaco eliminador de pênis" que destruiu grandes obras de arte, especialmente os órgãos genitais aparentes.
- Diz que a Igreja tem fobia de sexo. Pio IX apoiou as artes e premiou aos artistas por suas contribuições. Restaurou as pinturas no Vaticano. O Papa já foi beatificado.
O Papa Urbano VIII (1623-1644) é mostrado como inimigo do escultor (Gian Lorenzo) Bernini e que rejeitou a sua escultura de Santa Teresa de Ávila de Bernini, “O êxtase da Santa Teresa”, por ser sensual.
Urbano VIII não foi um adversário de Bernini, foi seu amigo e patrono. Em uma biografia de Arthur Lubow sobre este grande artista, ele afirma que durante os 20 anos de pontificado de Urbano VIII, Bernini foi tratado como se fora da realeza pelo Papa. De fato, Bernini foi o favorito de todos os Papas enquanto viveu, e foi condecorado com a Cruz da Ordem de Cristo.
- Brown eleva à ciência ao lugar de Deus: Na página 31, um dos personagens do Brown se regozija ao dizer que "logo se provará que todos os deuses são falsos. A ciência dará a resposta a quase todas as perguntas que o homem possa fazer". Na página 218: "A Ciência é Deus!". Na página 474, fica totalmente claro "As antigas histórias sobre imaculadas concepções, sarças ardentes e mares abertos já não são relevantes. Deus se tornou obsoleto. A ciência ganhou a batalha". “A ciência veio para nos salvar da enfermidade, da fome e da dor! Hei aqui a ciência, o novo Deus dos milagres infinitos, onipotente e benevolente! Ignorem as armas e o caos”. (página 658).
Testemunho do Pe. O Padre Bernard O'Connor: um sacerdote canadense, estava em Roma o ano passado enquanto o diretor Ron Howard filmava a obra. Escreveu o Artigo “Inside the Vatican” (Dentro do Vaticano) - Um dos trabalhadores lhe disse: "a Igreja miserável está contra nós outra vez e nos está causando problemas". Logo, falando de seu amigo Dan Brown, acrescentou “como muitos de nós, ele com frequência diz que faria algo para demolir esta detestável instituição, a Igreja Católica. E triunfaremos. Já verão”. Quando o Padre O'Connor lhe pediu que precisasse suas afirmações, o oficial de produção disse "ao final desta geração não existirá mais a Igreja Católica, ao menos não na Europa ocidental. E em realidade os meios merecem muito crédito por seu desaparecimento". Este sujeito também mencionou o papel que algumas universidades jogaram para minar o catolicismo.
O catolicismo promoveu a ciência
“Nos últimos 50 anos”, afirma o professor Thomas E. Woods, Jr., “virtualmente todos os historiadores da ciência… chegaram à conclusão de que a Revolução Científica se deveu à Igreja”.
Para o sociólogo Rodney Stark a razão pela que a ciência emergiu na Europa e não em nenhum outro lugar, foi o catolicismo. “sabe-se que na China, no Islã, na Índia, na Grécia antiga e em Roma, todos tiveram uma muito desenvolvida alquimia. Mas somente na Europa esta alquimia se transformou em química. Por essa razão, muitas sociedades desenvolveram elaborados sistemas de astrologia, mas solo nisto Europa levou a astronomia".
J.L. Heilborn da Universidade de Califórnia em Berkeley escreve que: “A Igreja Católica ajudou mais que ninguém financeira e socialmente ao estudo da astronomia por mais de seis séculos, da recuperação dos estudos antigos durante a última etapa da Idade Média até a Ilustração". Somente os alcances científicos dos jesuítas alcançaram todos os cantos da terra.
Só para verificar a autenticidade de um milagre, nos processos de beatificação e canonização, o Vaticano tem à sua disposição mais de 70 médicos especialistas.
“Bem mais do que o povo hoje tem consciência, a Igreja Católica moldou o tipo de civilização em que vivemos e o tipo de pessoas que somos. Embora os livros textos típicos das faculdades não digam isto, a Igreja Católica foi a indispensável construtora da Civilização Ocidental. A Igreja Católica não só eliminou os costumes repugnantes do mundo antigo, como o infanticídio e os combates de gladiadores, mas, depois da queda de Roma, ela restaurou e construiu a civilização”. [Woods, 2005, pg. 7]
As Universidades
“A Igreja passou a ser a matriz de onde saiu a Universidade” (DR vol. III, pág. 345).
Até 1440 foram erigidas na Europa 55 Universidades e 12 Institutos de ensino superior, onde se ministravam cursos de Direito, Medicina, Línguas, Artes, Ciências, Filosofia e Teologia. Todos fundados pela Igreja. Em 1200 Bolonha tinha dez mil estudantes (italianos, lombardos, francos, normandos, provençais, espanhóis, catalães, ingleses germanos, etc.). O Papa Clemente V (1305-1314) no Concílio universal de Viena em 1311, mandou que se instaurassem nas escolas superiores cursos de línguas orientais (hebreu, caldeu, árabe, armênio, etc.), o que em breve foi feito também em Paris, Bolonha, Oxford, Salamanca e Roma.
A atual Universidade de Roma, La Sapienza, foi fundada há sete séculos, em 1303, pelo Papa Bonifácio VIII (1294-1303), com o nome de “Studium Urbis”.
Das 75 Universidades criadas de 1100 a 1500, 47 receberam a Bula papal de fundação, enquanto muitas outras, que surgiram espontaneamente ou por decisão do poder secular, receberam em seguida a confirmação pontifícia, com a concessão da Faculdade de Teologia ou de Direito Canônico. (Sodano, 2004).
Para Inocêncio IV (1243-1254) a Universidade era o “Rio da ciência que rege e fecunda o solo da Igreja universal”, e Alexandre IV (1254-1261) a chamava de: “Luzeiro que resplandece na Casa de Deus” (DR, vol III, pg.348).
Só na França havia uma dezena de universidades: Montepellier (1125), Orleans (1200), Toulouse (1217), Anger (1220), Gray, Pont-à-Mousson, Lyon, Parmiers, Norbonne e Cabors.Na Itália: Salerno (1220), Bolonha (1111), Pádua, Nápoles. Na Inglaterra: Oxford (1214), nascida das Abadias de Santa Frideswide e de Oxevey, Cambridge. Praga na Boêmia, Cracóvia (1362), Viena (1366), Heidelberg (1386). Na Espanha: Salamanca,, São Tiago de Compostela (1100); Valladollid Portugal: Coimbra

Data Publicação: 28/05/2009
http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=ESCOLA&id=esc0214
http://www.acidigital.com/anjosdemonios/