sábado, 19 de setembro de 2009


Exercícios Espirituais,
“forte experiência de Deus” - Papa Bento XVI




Bento XVI pediu que se promovesse a prática dos exercícios espirituais, pois são momentos de “uma forte experiência de Deus”.


Este foi o pedido que o Papa apresentou em fevereiro de 2008, ao receber em audiência os participantes da assembléia nacional da Federação Italiana de Exercícios Espirituais. O próprio pontífice, durante uma semana, deixou de lado seus compromissos públicos para consagrar-se a esta prática espiritual.
O Papa constatou que em alguns países, “enquanto crescem e se difundem providencialmente múltiplas iniciativas de espiritualidade, sobretudo entre os/as jovens, parece, contudo, descender o número de quem participa de autênticos cursos de exercícios espirituais, e parece que isso se verifica também entre sacerdotes e membros dos institutos de vida consagrada”.
Neste contexto, recordou que os exercícios são “uma forte experiência de Deus, suscitada pela escuta de sua Palavra, compreendida e acolhida na própria vida pessoal, sob a ação do Espírito Santo que, em um clima de silêncio, de oração, e com a mediação de um guia espiritual, oferece capacidade de discernimento para purificar o coração, converter a vida, seguir Cristo e cumprir a própria missão na Igreja e no mundo”.
Por este motivo, o bispo de Roma desejou que “junto a outras formas louváveis de retiro espiritual, não diminua a participação nos exercícios espirituais, caracterizados por esse clima de silêncio completo e profundo que favorece o encontro pessoal e comunitário com Deus e a contemplação do rosto de Cristo”.
O Papa considerou que “em uma época na qual cada vez é mais forte a influência da secularização e, por outra parte, na qual se experimenta uma difundida necessidade de encontrar Deus, não deve desfalecer a possibilidade de oferecer espaços de intensa escuta de sua Palavra no silêncio e na oração”.
Isso implica, acrescentou, em fazer um esforço para que haja casas dedicadas aos exercícios espirituais, nas quais haja responsáveis bem formados, “guias, animadores e animadoras disponíveis e preparados/as, dotados/as dessas capacidades doutrinais e espirituais que façam deles mestres/as do espírito, especialistas e apaixonados/as da Palavra de Deus e fiéis ao Magistério da Igreja”.
Os Exercícios Espirituais, como se conhecem hoje, foram introduzidos por Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus (1491-1556).

Fonte: ZENIT - http://www.zenit.org/article-17540?l=portuguese

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