sábado, 11 de junho de 2011

Jovens autores de um ato satânico contra a Eucaristia

Padre Rodrigo Hurtado Gil, pároco de São Isidro Labrador em Dosquebradas (Colômbia), denunciou que o sacrilégio realizado na capela Cristo Salvador na noite de 5 de junho, onde se encontraram as hóstias derramadas pelo chão, molhadas com cerveja e pisoteadas, teria sido protagonizado por jovens.
Em diálogo telefônico com a agência do grupo ACI em espanhol, a ACI Prensa, no dia 9 de junho, o sacerdote indicou que uma investigadora do Corpo Técnico de Investigação da Procuradoria da Colômbia, que recolheu as impressões digitais, mostrou-lhe que uma das pessoas envolvidas seria “uma garota de 15 ou 16 anos ou pode ser a mão de um menino de 13 anos ou 14 anos”.
“Os que fizeram isso pela   .. . . . . .
agilidade, a forma como entraram, tudo, é gente muito jovem”, indicou o sacerdote.
O ato sacrílego teria sido realizado entre a noite do dia 5 e a madrugada de 6 de junho. “Nesse lapso ingressaram pelo teto do templo, quebrando uma telha e a clarabóia”, relatou o religioso à ACI Prensa.
O presbítero se mostrou surpreso porque “não sabemos como violaram o sistema de segurança, porque a capela tem alarme, tem sensores de movimento”.
Assim, sem ser descobertos, “entraram, violaram o Sacrário, tiraram as hóstias, jogaram-nas no chão, inclusive pisotearam algumas, e sobre outras jogaram cerveja”, denunciou o padre, afirmando que inclusive “beberam cerveja na âmbula”.
O pároco de São Isidro indicou à nossa agência de língua espanhola que na manhã encontraram “latas de cerveja por todos os lados, e peças de roupas. Ou seja, que eles tiraram a roupa, fizeram um festim aí, um bacanal, uma coisa horrível”.
Apesar de outros roubos materiais que também denunciou, o sacerdote assinalou que “o ponto muito delicado, muito grave, foi a profanação à Eucaristia”.
Padre Hurtado declarou à ACI Prensa que obtiveram notícia no dia seguinte, quando o diácono permanente, que colabora na paróquia, se dispunha a abrir a capela e “escutou pessoas, ruídos dentro como de quem estava com pressa”.
O diácono “conseguiu ver os pés de um (dos profanadores) que estava agachado na porta da sacristia. Do susto voltou a fechar, trancou a porta da capela e pediu auxílio à polícia, mas quando retornaram já tinham ido embora”.
“Deixaram o cálice sagrado pelo chão, a tampa do cálice sagrado em um canto do presbitério, as hóstias jogadas. Se iam levar a âmbula não conseguiram levá-la porque nesse momento despertaram e se assustaram e aí sim os alarmes foram ativados”.
O sacerdote também disse à ACI Prensa que “neste momento o fato como tal nos dá a concluir que foi um ato evidentemente satânico”, embora reconhecesse que não há provas contundentes de que existam grupos deste tipo nos arredores do local.
“Há muitas versões que estão sendo apresentadas e tanto a polícia como a procuradoria estão por trás de todas as investigações”, assinalou.
O religioso afirmou que outro problema que deixou desconcertados tanto os investigadores como os membros da Igreja “é que as pessoas ao redor da capela disseram que não sabem de nada e que não viram ninguém”. Para ele parece claro que os profanadores “entraram pela parte de trás da capela, que tem saída para algumas propriedades e algumas casas; não sabemos se eles se caminharam pelos tetos de algumas propriedades até chegar ao teto da capela. Estamos na expectativa do resultado dos exames (policiais) e que conclusões tiraram e se puderam encontrar os responsáveis”.
Enquanto isso, indica o sacerdote, o Bispo do Pereira “emitiu obviamente o decreto de excomunhão” para quem cometeu o ato sacrílego, além de indicar que “em 15 ou 20 dias programamos a Eucaristia de desagravo e reparação, que já começará a ser celebrada de acordo com algumas condições e alguns convênios que precisarão ser feitos com a comunidade do setor”.
Padre Hurtado também indicou à ACI Prensa que o Bispo “fez uma circular especial para todos os sacerdotes da diocese de Pereira porque coincidentemente nestes dias, depois do que aconteceu na capela, outro sacerdote de Dosquebradas disse que tinham tentado entrar no templo paroquial”.
“Não sabemos se é uma onda de situações  satânicas, isso nunca havia acontecido”, afirmou.
O pároco recordou que “a capela foi objeto de um roubo quatro anos atrás, mas não houve um ato sacrílego, satânico”, entretanto, chamou-lhe a atenção que “tenham levado sete velas e um crucifixo, foi o único que foi roubado, não tocaram nos microfones, nem no aparelho de som nem nada disso”.
O sacerdote pediu oração “pela situação do país, pela situação social, a conjuntura que se está vivendo. Eu não falo que haja uma crise de valores, mas uma ausência de valores, para que os jovens cheguem a uma situação como esta”.
“Isso está ocorrendo entre crianças, com as quais já entrou a desordem, a ausência dos valores, porque estão dirigindo um estado psicológico de ressentimentos diante dos traumas muito precisos e o primeiro deles que é diante de Deus e de tudo o que Ele representa”, finalizou.

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