sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Por que não adoro Maria

Vou dizer por que não adoro Maria, a mãe de Jesus; porque ela não é deusa! E…ponto final! Mas vou dizer por que a amo, respeito, louvo e venero. É porque não é todo dia que uma mulher dá à luz um filho como Jesus… Jesus é incomum e sua mãe também é. E vou dizer por que, além de falar com Jesus, eu também falo com Maria; é que eu creio que Maria não está dormindo o sono da espera pelo último dia da humanidade; ela está no céu, santificada e elevada pelo seu Filho. Falo a cristãos porque ateus não admitem nem Deus nem estes dogmas. Budistas, judeus e muçulmanos também não. Eles têm outros dogmas de fé. Como creio que o sangue de Jesus tem poder e que Jesus Cristo salva o céu está repleto de santos alguns dos quais nós, católicos, retratamos e lembramos em imagens para não esquecer deles. Como não há humanos perfeitos tiveram seus limites, mas assim mesmo eram ........
crentes e pregadores melhores do que nós.
Se Jesus salva a quem o segue, então é claro que a mãe dele está no céu porque Maria foi quem melhor o seguiu. Raciocinem comigo. Se Jesus ainda não levou nem a mãe dele para o céu, então Mateus exagerou; todo o poder não foi dado a ele… Se até agora ninguém entrou no céu, então a estação de baldeação onde ficam as almas à espera do último dia do planeta deve estar superlotado.
Intercessão
É por crer que o céu está repleto de humanos que Jesus salvou que peço intercessão dos salvos no céu e aceito também a dos que se proclamam salvos já nesta vida porque aceitaram Jesus. Se eles estão salvos a mãe de Jesus esta super-hiper-salva…É a razão pela qual peço a Maria que, lá no céu, ore por mim e comigo. Se padre e pastor podem interceder a Jesus por mim então a mãe de Jesus pode mais. Ela é mais de Jesus que todos nós juntos. Se aceito os intercessores da terra, que diante das câmeras, de manhã e de noite, em emocionados programas de rádio e televisão, dizem de boca cheia que vão orar e oram pelos seus fiéis, então eu posso acreditar nos santos do céu que Jesus já salvou. Entre os salvos escolhi Maria a mãe de Jesus para orar comigo e por mim e pelos que me pedem orações. Eu creio que ela está viva no céu. De Jesus ela foi quem mais entendeu neste mundo, e imagino que continue a ser no céu a que mais sintoniza com Ele.
Como creio que Jesus não era um simples homem e que ele de fato era o Filho eterno que se encarnou não tenho como explicar isso a um judeu, um muçulmano ou um ateu. Mas para cristãos parece-me lógico explicar por que razão não adoro Maria e por que razão eu escolhi a intercessão desta humana acima de qualquer outro cristão.
Não acho que Deus espera pelo toque da última trombeta para levar seus filhos para perto dele. Não esperaremos 10 ou 100 mil anos para entrar no céu. Jesus já disse que iria preparar-nos um lugar e que viria e levaria com ele os que ele resgatou. E penso que Maria foi o primeiro grande fruto da santidade de Jesus: santificou primeiro a mãe dele.
Se eu disser que Jesus foi um simples profeta e que ele não é o Cristo, nem tem poder algum, e que tudo foi empulhação dos primeiros cristãos, então terei que descartar Maria e situá-la no mesmo nível de qualquer mulher mãe. Mas, se eu aceitar que ele é do céu e que houve um tremendo momento da humanidade no qual Deus se manifestou assumindo a natureza humana, então, seja eu católico ortodoxo, ou evangélico, ou pentecostal, terei que louvar e enaltecer a mãe dele. Nunca houve mulher mais privilegiada do que ela. Pagou, com o filho o alto preço da redenção, porque mesmo sendo humana esteve lá de Belém até à cruz assumindo tudo com ele, da mesma forma que hoje nós nos associamos às dores dos outros em nome dele.
Vou dizer outra vez por que não adoro Maria. Eu só adoro a Deus e Maria não foi, não é, nem nunca será deusa. Mas vou dizer outra vez porque a coloco acima de todos os papas, bispos, padres e pastores do mundo. É que nenhum de nós conhece Jesus como Maria conheceu e conhece. A mãe dele foi o primeiro fruto de sua ação no mundo.
Se você me vir falando com Maria, não com a imagem dela, é claro, porque sei a diferença, pode apostar que é porque acredito no poder de Jesus Cristo e na sua promessa e porque também acredito em intercessão. Tenho um trato com o céu. Eu falo direto com o Pai, usando o nome do Filho que aqui se chamou Jesus, ou falo com Jesus que está no seio da Trindade, ou falo com os santos que ele salvou. E entre eles prefiro Maria a quem todos os dias peço que ore comigo e por mim agora e na hora de nossa morte.
Se você é cristão então não terá dificuldade de entender esse assunto de orar uns pelos outros. Se não for e achar essa doutrina estapafúrdia, continue achando. Ateus e outras religiões também têm seus credos estranhos ou estapafúrdios. Em nome do nazismo e do comunismo ou da ditadura do proletariado ou de uma raça, não defenderam no século passado Marx, Lenin, Stalin, Che Guevara e Fidel e, os da direita, Hitler, apesar das mortes que causaram? Cada qual aceita seus dogmas e faz suas faz a suas escolhas. Não mataram em nome de Jesus e de Maomé? Eu proclamo que os que deram a vida e não mataram estão no céu… Meus dogmas aceitos são muito mais suaves.
Escolhi crer que Deus existe e esteve entre nós e ainda se manifesta. Respeito quem não crê em Deus ou crê, mas não crê como eu. Espero o mesmo respeito. Não sou tão tolo quanto pareço, nem os que duvidam são tão espertos e humanitários quanto parecem. Vivemos de apalpar o tempo e a eternidade, sem saber o que fazer com ambos. Então, cada um defina sua vida a partir o que acha que entendeu. E ponto final!

Por:Padre Zezinho,SCJ
http://www.padrezezinhoscj.com/

9 comentários:

  1. A paz do Senhor e o amor de Maria. Mme chamou muito atenção esse post, parabéns pelos esclarecimentos, pois ainda existem e persistem a crença de que adoramos Maria. Ela é para nós uma mulher forte, santa, linda e que olha por cada um de nós, mesmo que não acreditemos, ela nos ama como filhos. Ótima postagem.
    Que Deus lhe abençoe e que Maria passe a frente de cada batalha e conquista em sua vida.
    Um grande abraço.

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  2. Ótima postagem! Maria é mãe de Jesus e nossa também. Ela está sempre intercedendo por cada um de nós, filhos teus. Muito obrigada pela doce presença em meus cantinhos. Gostei muito deste espaço abençoado e repleto de palavras sábias. Que Deus abençoe este lindo trabalho de evangelização!
    Com carinho,
    Angela

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  3. A Paz de Cristo esteja contigo!
    Durante minha infância e juventude fui católico, inclusive presidente da "Legião de Maria", o "presidium" jovem "Nossa Senhora da Paz". Contudo, após ter contato com as Sagradas Escrituras de maneira mais profunda, ficou inconcebível conciliar alguns dogmas católicos com a Palavra de Deus revelada... Jesus costumava dizer que os religiosos invalidam a Lei de Deus pelas tradições humanas, e é isso que vejo em vários aspectos dogmáticos na Igreja Católica: a invalidação de princípios bíblicos, em favor de doutrinas humanas.
    Evidentemente, Maria de Nazaré foi uma grande mulher de Deus, com testemunho admirável... Um personagem que merece todo nosso respeito e admiração!
    Contudo, "orar a Maria" - ou a qualquer outro "santo" - trata-se do abominável pecado da NECROMANCIA, o mesmo pecado cometido por feiticeiros e espíritas. Não há nenhum registro bíblico da ressurreição de Maria, doutrina esta que foi acrescentada séculos mais tarde depois que o canon bíblico havia sido fechado!
    Maria tem um testemunho admirável de obediência, temor de Deus, santidade e tantos outros atributos que merecem ser lembrados e que devem ser copiados... Mas ela está, sim, descansando no Senhor e não cabe os vivos falar com morto nenhum - está escrito: é abominável consultar os mortos.
    Peço aos "doutores da lei" da Igreja Católica que ouçam a voz do Espírito Santo e se arrependam de ensinar FALSAS DOUTRINAS, porque não estão trazendo condenação só sobre si mesmos, mas estão conduzindo outros à perdição! Em Nome de Jesus, arrependam-se e voltem à pureza da Santa Doutrina Bíblica! Deus os abençoe!

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  4. O que é o Protestantismo, suas incoerências e o falso conceito de ecumenismo
    1) O igualitarismo e a dificuldade de convencer os “intérpretes” da Bíblia
    Todos os protestantes, sem exceção, atribuem à si próprios o direito de ‘interpretar’ a Bíblia. Acreditam ter uma iluminação ‘direta’ do Espírito Santo, sem intermediários, ou seja, sem a Igreja.
    Em todos os debates que a Frente Universitária Lepanto travou com protestantes ficou patente que o objetivo deles não era conhecer as respostas católicas, mas combater à Igreja de Cristo, à Maria Santíssima, aos Santos etc.
    Alguns apenas se limitavam a transcrever trechos da Bíblia, sem embasamento doutrinário e sem raciocínio lógico, como se os trechos fossem ‘amuletos’ mágicos.
    A grande maioria não se embaraçava em se qualificar como “voz” do “espírito santo”, como predestinados e eleitos de Deus contra Igreja católica.
    O mais curioso, entretanto, é a diferença que o “espírito santo” manifesta em cada uma das centenas (talvez milhares) de ramificações do protestantismo…
    Mas, afinal, o que é um protestante?
    O protestante é aquele que “protesta contra a Igreja Católica“. Sua doutrina não tem unidade, suas igrejas não são infalíveis, sua hierarquia não é rígida, seus preceitos são secundários, pois o que importa é “crer” em Cristo.
    Sobre a unidade, eles se unem contra a Igreja.
    Sobre a infalibilidade, eles negam na Igreja Católica, mas defendem em sua interpretação pessoal, que não admite provas em sentido contrário, ainda que mais absurdas sejam suas teses.
    Sobre a hierarquia, eles obedecem apenas enquanto lhes convém, para logo depois fundarem uma Igreja que melhor se adapte à suas convicções subjetivas.
    Sobre os preceitos, basta ter fé, pois aquele que tem fé se salva…
    No fundo, eles só acreditam neles mesmos, pois utilizam-se da Bíblia para justificar suas crenças, já que não seguem uma Igreja determinada e nem devem obediência ao seu pequeno líder.
    Em vez de consultarem as aves, como os romanos, ou os astros, como os gregos, os protestantes consultam a Bíblia, dando eles mesmos, ao texto, o sentido de que precisam e que mais se adapta a seus caprichos ou seus interesses.
    Todo o livro precisa de uma interpretação autêntica, feita por uma autoridade competente, senão é uma letra morta, e a letra morta só pode dar a morte. É o que clara e energicamente exprime S. Paulo: “A letra mata e o espírito vivifica” (2 Cor 3, 6). E ainda: “Para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra” (Rom 7, 6). Os judeus estavam na velhice da letra; Cristo trouxe a novidade de espírito e os protestantes rejeitam este espírito.
    Como tal, os protestantes não têm dogmas porque o dogma exige uma verdade contida na Sagrada Escritura, e declarada autêntica pela autoridade competente.
    O Protestante tem a Bíblia (embora sem alguns livros e com interpretações diversas), porém não possui nenhuma autoridade superior, infalível, para declarar que uma palavra tem tal sentido, e exprime tal verdade.

    Não tem moral fixa, estável, porque “basta crer” e “fazer o que quiserem“, como diz Lutero, o que exclui toda moral.
    Não tem culto público, porque o culto é a expressão da crença e sendo a crença individual, o culto igualmente deve ser individual.
    No fundo, o que fazem então os protestantes? Eles protestam, criticam, censuram a Fé católica para substituí-la pela negação, pela revolta contra a autoridade do Papa, etc.
    Esse é o laço que os une, pois a essência do protestantismo é a negação da Igreja Católica.
    Não duvidamos que existam protestantes por ignorância. O que dizemos é que a essência do protestantismo é a revolta contra a autoridade da Igreja de Cristo.
    A Igreja tem seus dogmas, eles os combatem
    A Igreja possui uma moral pura, santa, um sacerdócio virgem. Guerra pois ao celibato!

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  5. A Igreja é baseada sobre o papado. Guerra ao papado!
    A Igreja possui um culto majestoso, atraente, manifestação da sua fé e de seu amor. Guerra pois ao culto da Igreja!
    A Igreja honra de um culto de adoração a pessoa de Cristo; de um culto de superveneração a Imaculada Mãe de Deus, e de um culto de veneração aos santos. Guerra, pois aos santos.
    O protestantismo não possui santo nenhum! Então, gritam: “são ídolos… adoram as imagens… são idólatras!”
    Pobres protestantes, como dizia o Pe. Júlio Maria: “os ídolos são eles“. O protestante “é um ateu envolvido na capa de uma Bíblia… conservando só a capa, sendo ele mesmo o texto da Bíblia, isso é, sua própria vontade, pela livre interpretação“.
    Aos protestantes, deixai de protestar e voltai à religião dos vossos pais, à religião de Jesus Cristo, ensinada pela Igreja católica. Ela é a única que possui dogmas imutáveis e faz praticar uma moral santa e santificante, a única que possui um culto interior, exterior, digno de Deus e dos homens, a única, enfim, que foi fundada por Jesus Cristo, e atravessou os séculos, sempre a mesma, sempre idêntica, sempre divina, porque com ela está o Espírito de Deus: “Eis que eu estarei convosco até o fim dos tempos” (Mt 28, 20)
    a) Contra o que protestam os protestantes?
    Os protestantes protestam contra a Igreja católica e contra os ensinamentos da mesma.
    Cristo, o verdadeiro Deus, dirigindo-se a Pedro, disse: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18). “Estarei convosco até o fim dos séculos” (Mt. 28, 20). “Se alguém, ainda que fosse um anjo do céu, vos anunciasse outro evangelho além do que vos tenho anunciado, seja anátema” (Gal 1, 8), “Pedro, rezei por ti, para que a tua fé nunca venha a se desfalecer” (Lc 22, 32).
    Tudo isso é claro: é tal um sol refulgente!
    O protestante, entretanto, protesta e grita precipitadamente: “Não! S. Pedro não é o chefe da Igreja! Não, ele não é o primeiro Papa! Ele nunca esteve em Roma! Não tem autoridade!”
    Se os protestantes fossem sinceros, eles deveriam reconhecer que só acreditam no protesto, pois eles negam o que a Igreja afirma e afirmam o que a Igreja nega. Eis a religião protestante.
    A Igreja católica crê que S. Pedro e seus sucessores são os representantes de Cristo na Terra. Os protestantes protestam!
    A Igreja crê na pureza Imaculada da Mãe de Deus, honrando-a e invocando-a. Os protestantes protestam!
    A Igreja crê na confissão, no poder que o sacerdote recebeu de Cristo, de perdoar os pecados. Os protestantes protestam!
    A Igreja crê no céu para os justos, no inferno para os maus e no purgatório para aqueles que têm de expiar ainda umas faltas. Os protestantes protestam!
    A Igreja crê na intercessão dos santos, no culto dos finados, na união que existe entre os vivos e os mortos. Os protestantes protestam!

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    1. A Paz do Senhor Jesus esteja contigo!
      Recorro à mesma referência que deste (Gálatas 1.8) para alertar que o movimento protestante não começou "protestando contra a igreja católica", mas sim ALERTANDO contra falsas doutrinas praticadas! Logicamente - e infelizmente! - não é só a ICAR que prega falsas doutrinas... Há igrejas de todas as denominações imagináveis acrescentando doutrinas e tradições humanas que contrariam a Palavra de Deus revelada pela Bíblia Sagrada... Não sei quanto à outros, mas eu mesmo não sou "contra a ICAR", ou "contra" qualquer denominação... Minha preocupação é a inserção de heresias e falsas doutrinas no meio do povo de Deus, por tradições religiosas... Coisas abomináveis, como a idolatria e a necromancia, jamais deveriam ser defendidas e pregadas por aqueles que professam-se como cristãos, e pretensamente têm a Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador! O "protesto" não deveria ser contra as denominações, mas sim contra as HERESIAS (doutrinas anti-bíblicas)! O problema não é ser "evangélico", "protestante", ou "católico": o problema é se estamos sendo DE FATO, CRISTÃOS, imitadores de Jesus Cristo, seguidores de Sua Santa Doutrina registrada nas Sagradas Escrituras... É esta a questão!
      Liturgias, usos, costumes... Nada disso importa! O "formato religioso" das denominações, em si mesmas, não são necessariamente heréticas... Cada denominação pode ter a sua! Mas DOUTRNA CRISTÃ é uma só: a Bíblica! Tudo que contraria a Bíblia é "outra coisa", mas cristianismo NÃO É!

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  6. A Igreja crê nos sete sacramentos, no poder da oração, no valor das boas obras, nas indulgências concedidas pela Igreja. Os protestantes protestam!
    A Igreja crê na Bíblia, como um livro divino, exigindo uma interpretação autêntica, feita por uma autoridade legítima. Os protestantes protestam!
    A Igreja crê na Tradição, conforme as palavras de S. Paulo: “Conservai as tradições que aprendestes, ou por nossas palavras, ou nossa carta” (2 Tess 2, 15). Os protestantes protestam!
    Bem que se aplicam a eles as palavras de S. Paulo: “Muitos andam… que são inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição, cujo deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas” (Filip. 3, 18-19). Nos Evangelhos, não é menos taxativo o Filho de Deus: “Ai de vós… hipócritas, porque percorreis mar e terra para fazer um prosélito, e depois de o ter ganho, o fazeis filho do inferno, duas vezes mais do que vós” (Mt 23, 15). E S. Paulo aos Romanos: “Tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus… antes se desvaneceram. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos” (1 Rm 21-22)
    Mas, não serão palavras duras demais? Não, pois a confusão de doutrina, a divisão na cristandade, o desvio de tantas almas, tudo isso é gravíssimo!
    A primeira obra que uma religião deve fazer é provar sua autenticidade, a autoridade e a legitimidade do seu ensino. Em outros termos, é provar os seus dogmas.
    Por que razão não o fazem os protestantes? Pela razão muito simples de não terem dogmas. A negação ou o protesto não se sustentam por si mesmos, só podem existir onde há uma coisa positiva, que se possa negar, onde há uma verdade contra a qual se possa protestar…
    b) O que é a Igreja Católica em comparação ao protestantismo?
    O protestantismo só pode viver da negação do catolicismo. Assim, se o catolicismo pudesse morrer – o que é impossível – no mesmo dia e na mesma hora estaria morto o protestantismo.
    A Igreja católica é o objeto positivo; o protestantismo é a sua negação. A Igreja católica é o sol luminoso e resplandecente do dia; o protestantismo é as trevas da noite onde se tropeça e perde o caminho: “Vae ponentes tenebras lucem” (Is 5, 20)
    A Igreja católica é uma instituição que mantém a unidade através do Papa, o protestantismo é a anarquia, a desordem, onde cada pastor é livre em sua interpretação, onde cada fiel é ‘inspirado pelo espírito santo’: “Super hanc petram aedificabo ecclesiam meam” (Mt 16, 18).
    A Igreja católica é a árvore frondosa, em cujos ramos as aves do céu, que são os santos, fazem seus ninhos; o protestantismo procura envolver o tronco e chupar-lhe a seiva, para esterilizá-lo. “Fit arbor, ita ut volucres caeli… habitent in ramis ejus” (Mt 13, 32).
    A Igreja católica é o farol luminoso, que Deus colocou à beira da estrada humana, para indicar aos homens a verdade e a virtude; o protestantismo é a noite escura da ‘interpretação pessoal’, do subjetivismo e do orgulho individual, que cega o olhar do viajante e o faz precipitar-se no abismo. “Possui te in lucem gentium” (At 13, 47).
    A Igreja católica é a ponte que liga a terra ao céu, e onde os homens devem passar para, da terra, subirem ao céu; o protestantismo é o abismo que desvia as almas da ponte. “Arcta via est, quae ducit ad vitam” (Mt 7, 14).

    A Igreja católica é a arca fora da qual ninguém se salva, sendo todos – como no dilúvio – arrastados pelas ondas em furor; o protestantismo é o arrecife, formado pelas árvores arrancadas, pelas casas destruídas, que procura atalhar a navegação da arca. “Tanquam navis quae pertransit fluctuantem aquam” (Sab 5, 10).
    A Igreja é a barca de S. Pedro que leva, através do oceano do mundo, os filhos de Deus, até aportar no céu; o protestantismo é o vento rígido que sopra contra a barquinha procurando afogá-la. “Navicula… in medio maris factabatur fluctibus” (Mt 14, 24).

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  7. A Igreja católica é a salvação prometida pelo Salvador; é a porta do céu; o protestantismo é a perdição das almas na negação da Igreja. “Si ecclesiam non audierit, sit tibi sicut ethnicus” (Mt 18, 17).
    A Igreja católica é o Reino de Deus, reino triunfante no céu; reino padecente no purgatório, reino militante na terra; o protestantismo, estando fora deste tríplice reino…
    Para terminar, resumamos tudo em duas palavras: a igreja católica é a obra de Deus, fundada por Deus, sustentada por Deus, inspirada por Deus, fazendo as obras de Deus; o protestantismo é obra dos homens.
    c) A Contradição dos protestantes protestando
    1) apenas a Bíblia
    A Bíblia, só a bíblia… é o grito dos filhos de Lutero.
    Onde, porventura, encontram eles na Bíblia esta passagem: “só a bíblia”?
    Como eles podem defender “só a bíblia” se essa afirmação não consta na Bíblia?
    E como fica frase de S. Pedro: “Assim vos escreveu também o nosso caríssimo irmão Paulo, segundo a sabedoria que lhe foi dada, falando-vos dessas coisas, como faz também em todas as suas cartas. Nelas há, porém, alguma coisa difícil de compreender, que as pessoas pouco instruídas ou pouco firmes deturpam, como fazem também com as outras escrituras, para sua própria ruína” (2Pd 3, 15-16). Se só a Bíblia, como pode ela levar ao engano?
    Ver o tópico sobre a “Bíblia” em nossa página de Apologética.
    2) As incoerências do “livre exame”
    Aqui aparecem outras contradições aberrantes. .
    Segundo a tese protestante, cada um com a sua Bíblia não precisa de explicação de ninguém, ele mesmo pode e deve interpretá-la segundo a “iluminação” ou “inspiração” do espírito santo. Ora, é para que servem os seus pastores, oradores, debatedores, etc?
    E como fica o “exame” católico? Por que não vale? Todos tem liberdade, menos os católicos? No fundo, cada um dos ‘intérpretes’ se julga juiz da “Bíblia”
    E como é possível o mesmo ‘espírito santo’ interpretar de forma diferente o mesmo texto em cada denominação protestante? Mas que contradição absurda! Ou Deus é contraditório, ou o “livre exame” leva ao erro!
    Ver o tópico sobre a proibição do “livre exame” na Bíblia.
    d) O falso conceito de ecumenismo
    É necessário fazer um esclarecimento sobre o conceito de ecumenismo, muito deturpado hoje em dia.
    Ecumenismo não se confunde com sincretismo ou com relativismo.
    Sincretismo é a mistura das religiões, querendo fazer um meio-termo entre elas. Cada um abre mão de parte de sua doutrina em função do outro.

    O relativismo é o fundamento do conceito de equivocado ecumenismo e a negação da verdade. No fundo, é um tipo de ateísmo disfarçado, pois Deus é a verdade e, como conseqüência, ela não pode ser múltipla e “relativa” a cada um.

    Quem segue esse falso ecumenismo não crê em sua religião e busca moldar sua fé segundo o mundo e não segundo a Deus. Ele tem receio de se dizer católico por vergonha de proclamar verdades eternas. Ele tem vergonha de defender a Cristo quando todos o combatem, etc.
    Categoria: Apologética Católica
    Igualitarismo: o problema de fundo do protestantismo.

    Argumentos retirados de vários livros, principalmente do Pe. Júlio Maria (1949)
    http://www.lepanto.com.br

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