segunda-feira, 19 de março de 2012

CRISTÃO QUE ESTUDA E QUE LÊ

Quem sabe ler não precisa ser doutor, mas precisa ser leitor. É tanto o que não sabemos e precisamos saber que, se não nos habituamos a buscar mais informação e reflexão com os que estudaram mais do que nós, continuaremos consumidores dos resumos que a mídia nos oferece. Quem não lê livros e documentos depende dos resumos e dos comentários de outros, mas dificilmente terá um pensamento próprio. O livro faz isso: estimula a pensar. Há uma enorme diferença entre ter assistido o Sítio do Picapau Amarelo e ter lido aqueles episódios. Uma coisa é ouvir trechos da Bíblia e outro é ler pessoalmente, dia após dia, a sabedoria daqueles 2 mil anos de mensagens do céu e da terra. Melhor ainda, se lemos .....
algum livro que nos coloque a par do porquê e do quando daqueles livros.
Gosto da Campanha da Fraternidade porque sacode os católicos na quaresma para que assumam alguma atividade de pensamento e de ação. Vejo os resultados durante todo o ano, quando a CF é bem difundida numa paróquia. A CNBB foi outra vez feliz ao escolher o tema SAÚDE, para que os católicos do país reajam ante o sucateamento e encarecimento da saúde no Brasil. A comercialização não leva nunca à solidariedade. Quando o lucro vem em primeiro é sinal de que o enfermo fica em segundo ou terceiro e, às vezes, último.
Mas penso no dia em que a CNBB proponha o tema ESTUDAR E LER. Num país cada dia mais dependente da televisão e da internet, dos resumos oferecidos por editores de revistas, jornais e programas de rádio e televisão, convém formar o católico para que vá á fonte e leia os documentos, os livros e se inteire do que realmente foi dito e escrito. Disse-o há dez anos atrás e digo sempre: Não temos que ser doutores, mas fomos alfabetizados, temos que ser leitores.
Num país onde a maioria mal consegue ler um livro por ano, uma CF que motive os mais de 130 milhões de católicos a ler livros e conhecer o que sua Igreja realmente disse nos seus catecismos e nos seus documentos pode fazer a diferença.
Nosso povo ainda lê pouco. Os católicos ainda leem pouco. Pregadores da fé nas mais diversas igrejas costumam ler pouco. Vamos e convenhamos, um livro por ano é quase nada. Seriamos um país mais pensante se cada brasileiro lesse pelo menos dez livros por ano. A Igreja pode e, a meu ver, deve caminhar nesta direção. O Brasil precisa ler mais!
Pe. Zezinho scj 

Fonte:http://www.padrezezinhoscj.com

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